Link copiado com sucesso!

MPRO cobra reforma do Teatro Municipal de Alvorada do Oeste

MPRO cobra reforma do Teatro Municipal de Alvorada do Oeste

O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio da Promotoria de Justiça de Alvorada do Oeste, ajuizou Ação Civil Pública contra o Município para cobrar a recuperação do Teatro Municipal e a definição de uma destinação efetiva para o imóvel. A ação também requer medidas urgentes para impedir o agravamento das condições do espaço, que, segundo os elementos reunidos no procedimento, permanece sem funcionamento adequado desde sua inauguração.

Conforme descrito na ação, o Teatro Municipal foi construído com recursos de convênio federal firmado com o Ministério da Cultura, em 2008, no valor de R$ 525 mil, e inaugurado por volta de 2013. Desde então, o imóvel não teria entrado em pleno funcionamento, permanecendo subutilizado e sujeito à deterioração.

A apuração teve origem em inquérito instaurado pelo Ministério Público Federal em 2014 e posteriormente encaminhado ao MPRO. Em 2023, a Promotoria de Justiça de Alvorada do Oeste instaurou procedimento próprio para acompanhar a situação.

O parecer técnico, citado na ação, apontou problemas em diferentes partes da estrutura, incluindo piso, forros, cobertura, instalações elétricas e hidráulicas, esquadrias e paredes. O documento também registrou condições consideradas inadequadas de segurança no imóvel.

Ainda conforme a ação, a falta de utilização e conservação teria favorecido o uso irregular do espaço, com relatos de ocupação por pessoas em situação de rua, presença de usuários de drogas, furtos e registro de ocorrência policial relacionada a ato obsceno no local.

Providências

De acordo com o documento apresentado pelo MPRO, o município foi notificado em diferentes oportunidades e recebeu recomendações para adoção de providências, incluindo a Recomendação nº 006/2025. Em reunião institucional realizada em novembro de 2025, o prefeito teria reconhecido a necessidade de reforma e manifestado a intenção de instalar a Secretaria Municipal de Educação no imóvel. Segundo a ação, entretanto, não foram implementadas medidas concretas para a recuperação e utilização do espaço.

O custo estimado para a recuperação do teatro é de R$ 750.025,23, conforme os dados apresentados na ação. O próprio município teria indicado que o valor poderia alcançar aproximadamente R$ 1 milhão.

Na avaliação apresentada pelo promotor de Justiça Cláudio Colaço Villarim, responsável pela ação, a situação caracteriza omissão administrativa passível de controle judicial. A ação cita o dever constitucional de conservação do patrimônio público, a função social dos bens públicos e os princípios da legalidade, moralidade e eficiência previstos no artigo 37 da Constituição Federal.

O documento também fundamenta o pedido no direito à cultura, previsto no artigo 215 da Constituição Federal, e em decisões do Supremo Tribunal Federal sobre a possibilidade de intervenção judicial diante de omissões administrativas relacionadas à concretização de direitos fundamentais.

Pedido

Em caráter de urgência, o MPRO requer que o Município seja obrigado a realizar a limpeza, remoção de resíduos e dedetização do imóvel, além de manter vigilância permanente e promover o isolamento e fechamento do local.

A ação também pede que seja apresentado, no prazo de 60 dias, um plano técnico contendo diagnóstico das condições do teatro, cronograma de execução, projeto de recuperação e definição sobre a destinação futura do imóvel.

No mérito, o MPRO requer que o Município seja obrigado a reformar o teatro, mediante apresentação de projeto e cronograma, e a dar destinação efetiva ao bem, seja para sua finalidade cultural original ou para instalação de secretaria ou outra repartição pública.

O documento requer ainda a apresentação periódica de relatórios sobre a execução das medidas e fiscalização judicial do cumprimento das obrigações. Em caso de descumprimento, foi solicitada multa diária não inferior a R$ 1 mil, além da possibilidade de adoção de outras medidas previstas na ação.

Fonte: MP/RO
Publicada em 20 de agosto de 2026 às 11:48

 

Leia Também

Desenrola Fies 2026: renegociação de dívidas pode ser feita até setembro

Programa permite regularizar contratos antigos do Fies; prazo para adesão termina em 16 de setembro Beneficiários com contratos antigos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) têm até 16 de setembro de 2026 para aderir ao Desenrola Fies 2026, programa de renegociação de dívidas.

Veja o que muda para quem ainda é cliente da Oi após confirmação de falência

Anatel afirma que a falência da Oi não interrompe automaticamente os serviços e orienta clientes a manter os pagamentos enquanto houver prestação. Consumidores devem acompanhar apenas canais oficiais e podem precisar habilitar créditos no processo falimenta

Escolas têm até 8 de setembro para escolher livros didáticos para 2027

Processo deve ser realizado por gestores no sistema PNLD Gestão

Imazon aponta desmatamento zero em 60% de terras indígenas na Amazônia

Em um ano, desmatamento na região atingiu 2.702 km²

Envie seu Comentário